01/02/2015

Os 05 melhores livros lidos em 2014

Olá! :)

Já tinha um tempo que queria escrever sobre os cinco melhores livros que li em 2014, no entanto, como a escolha foi muito muito difícil, fiquei em dúvida se faria essa postagem ou não... No ano passado, devido à meta de ler 50 livros em um ano, eu li uma variedade de gêneros literários, desde livros budistas até romances eróticos... Por isso, essa escolha foi muito difícil. O que eu fiz aqui foi apenas escolher o melhor que li de cada gênero, mesmo assim, ainda ficaram alguns de fora... Tudo bem, lá vai a minha lista:

1) Em Chamas, segundo livro da Trilogia "Jogos Vorazes", da escritora Suzanne Collins:

Toda a trilogia é MARAVILHOSA, mas, para mim, o melhor livro dos três foi o segundo. Aliás, diga-se ainda que essa foi a melhor trilogia que li em 2014.

Para início de conversa, a história me lembrou muito o famoso livro de George Orwell "1984", só que com uma pitada mais jovem e com mais aventura. Todo o enredo se passa em Panem, uma espécie de país que fica onde hoje é os Estados Unidos e que vive sob uma forte de ditadura. O país é dividido em 12 Distritos e cada um possui uma função. No passado, houve uma guerra entre os Distritos e a Capital, onde o 13º Distrito foi destruído. Como meio de demonstrar sua "bondade", todo ano a Capital realiza os Jogos Vorazes, onde um casal de cada Distrito é escolhido e vão para uma arena onde precisam sobreviver e matar uns aos outros até que um(a) saia o(a) vencedor(a). No meio disso tudo, Katniss Everdeen e Peeta Melark são escolhidos no 74º Jogos Vorazes e daí começa a trama.

O segundo livro foi mais interessante para mim, porque foi a partir dele que começamos a desvendar toda a história. Percebemos o ódio que a Capital tem de Katniss Everdeen, que existe toda uma rede contrarrevolucionária que quer destruir o poder da Capital e, ainda, que o 13º Distrito ainda existe.

O terceiro livro também é muito bom, mas me decepcionei tanto com a escolha da Katniss em relação ao trio amoroso, que isso pesou muito na escolha aqui. Hahahaha!

Fiz a resenha dos três livros e estarei indicando o link logo abaixo:

- Jogos Vorazes
- Em Chamas
- A Esperança

2) "Fim", de Fernanda Torres:

Admiro muito a Fernanda Torres como atriz. Ela já fez trabalhos muito bons, principalmente no cinema, e na minha opinião, é uma das melhores atrizes brasileiras. Claro, com uma genética tão favorável, difícil seria não ser...

Pois bem, ano passado Fernanda Torres também divulgou para o mundo seu dom como escritora. Na realidade, já havia algum tempo que ela escrevia crônicas para alguns jornais, mais sou da opinião de que escrever um livro, com uma história, enredo, começo, meio e fim dá um pouco mais de trabalho e requer um pouco mais de boa criatividade.

Comprei e li por curiosidade e por achar que me surpreenderia positivamente. Não ocorreu o contrário. "Fim" é uma delícia! Aliás, João Moreira Salles resumiu muito bem: "O título é Fim, mas o livro trata mesmo é da vida - plena, forte, caliente e safada, dessas que caberiam numa comédia de Mario Monicelli, caso ele tivesse lido Nelson Rodrigues e Pornopopéia com o sol de Copacabana pelas fuças".

Infelizmente, não cheguei a fazer a resenha desse livro. Mas Fernanda conta a história de cinco amigos (Álvaro, Sílvio, Ribeiro, Neto e Ciro) que se conheceram na praia e atravessaram toda uma geração compartilhando a vadiagem, os deslumbres dos anos 1960, as festas movidas a álcool, sexo e pó. No entanto, não é só de festa e vida boa que o livro retrata, mas também de melancolia e resignação. As histórias se intercalam uma na outra, é uma delícia ler cada uma, ver as suas várias versões, entender o modo de agir e o pensamento de cada personagem.

Um livro que faz jus a quem o escreveu!

3) "A Cidade do Sol", de Khaled Hosseini:

Depois do livro "Caçador de Pipas", Khaled Hosseini se tornou um dos meus escritores predileto. Já haviam me falado muito bem de "A Cidade do Sol", porém, como sei que Hosseini retrata a realidade do Oriente Médio de uma forma realista, expondo todas as mazelas sociais, as guerras e seus preconceitos (pelo menos da nossa visão ocidental), queria estar preparada para ler esse livro, com um bom estado de espírito.

Olhe, se você tiver que ler um desses cinco livros que estou indicando, leia este. É ele sublime em todos os aspectos.

"Cidade do Sol" conta a história de duas mulheres afegãs (Mariam e Laila). O destino acaba fazendo com que essas duas mulheres se encontrem e enfrentem juntas a intolerância, o preconceito, o ódio, as guerras... É um livro triste, que retrata uma época do Afeganistão dominada pelo ódio e pela intolerância. Mas também é um livro feliz, porque fala do amor, da amizade, da superação de obstáculos.

Infelizmente (infelizmente mesmo!), ainda não fiz a resenha desse livro. Mas ele é único, como todo livro do Khaled.

Leitura obrigatória!

4) "Bhagavat Gita", de Krishna:


O Bhagavat Gita é meu livro de cabeceira. É aquele tipo de livro que nos aponta um caminho espiritual e que devemos ler, reler e por aí vai.

O Bhagavat Gita relata o episódio mais célebre do Mahabharata e é o texto mais venerado pela religião hindu. Na realidade, ele relata o diálogo entre Arjuna e Krishna, onde este tenta convencer aquele à reconquistar o seu trono e reino, mesmo que para isso, tenha que matar os usurpadores.

Esse livro entrou na minha vida no momento certo e tem me ajudado muito a refletir sobre minhas ações para comigo e com os outros e sobre a minha vida.





5) "Mar de Rosas", de Nora Roberts:

Ano passado, li o primeiro livro da Nora Roberts. E pensei "O que eu estava fazendo na minha vida que ainda não tinha lido um livro dessa mulher?".

Eu não sou muito fã desses romances. Quer dizer, até sou, mas sou do clube dos clássicos e confesso que tinha um preconceito com os romances de banca de jornal. Atualmente, esse é um gênero que tem ganhado muito espaço nas editoras e livrarias, mas acho que uns cinco/seis anos atrás o "mercado" era um pouco menor... Enfim, depois a gente percebe o quanto esses preconceitos são bobos e o quanto perdemos com isso.

Eu comprei muito por acaso o primeiro ebook do Quarteto de Noivas, da Nora Roberts e adorei!!! Então, depois fui lenda a sequência e me encantei cada vez mais pelas quatro amigas Mac, Emma, Laurel e Parker e a Votos, uma empresa especializada em organizar casamentos.

O livro que mais gostei foi o segundo, "Mar de Rosas", que conta o romance da Emma com Jack. Fiz uma resenha do livro aqui. Ele é o livro "conto de fadas" da série. Emma é a florista da Votos e a mais sonhadora, ao mesmo tempo que tem todos os homens a seus pés.

Os quatro livros são (na ordem): Álbum de Casamento, Mar de Rosas, Bem Casados e Felizes para Sempre.


Bom, esses foram os cinco livros que mais gostei de ler em 2014. 

E os seus, quais foram?

31/01/2015

"Vida Organizada", de Thais Godinho

No ano passado conheci, através da indicação de um amigo, o Blog Vida Organizada, da Thais Godinho. De lá para cá, a Thais tem sido uma grande fonte de inspiração para mim. Ela me mostrou outro conceito de organização e de vida simples que tenho tentando aplicar na minha vida. Além disso, foi através dela que conheci a Tradição Kadampa e o guru Geshe Kelsang Gyatso, onde por meio de seus ensinamentos, tenho iluminado aos poucos e cada vez mais a minha vida. Portanto, sou grata à ela por todo esse tempo de dedicação à nós, seus leitores e leitoras, e por ser fonte de inspiração de uma vida coerente com aquilo que se faz e se vive. Muita luz à ela!





Pois bem, ano passado, a Thais lançou seu primeiro livro com o mesmo título do blog “Vida Organizada”, pela Editora Gente. Fiquei muito feliz, primeiro, pelo reconhecimento do seu trabalho, e segundo porque teríamos em um livro todas as dicas de organização que ela compartilha em seu blog! Só consegui adquirir o livro esse ano e li logo, afinal, nada melhor do que no começo de um ano para refletir sobre a vida e organizá-la.


Sinopse: Muito se fala em organização. São muitos os métodos e conceitos que transformam o desejo de ser organizado em algo quase inalcançável, como se precisássemos ser perfeitos e deixar a casa com cara de revista de decoração todos os dias. Mas quem tem tempo para isso quando a rotina é tão insana que não sabemos se cuidamos da casa, da família, do trabalho ou dos nossos sonhos primeiro? Thais Godinho tem um caminho. Ela acredita que a organização é o segredo para que possamos viver uma vida coerente com o que somos e, para isso, criou a máxima definitiva para o método que pode, sim, permitir que você alcance seus objetivos: tenha o sistema que funciona para você. Neste livro, a autora mostra diversas possibilidades para que você consiga fazer o que deve fazer em todas as áreas da sua vida: casa, trabalho, família, de modo que você nunca perca de vista o que realmente importa. Pare de se afogar em uma rotina que não lhe traz satisfação e que parece ser uma sucessão infinita de metas que você não consegue cumprir. Chegou o momento de respirar fundo e tomar uma decisão muito importante: ser uma pessoa organizada a partir de hoje!



Olha, o livro da Thais é fino (apenas 222 páginas), mas de uma riqueza imensa! Aliás, para quem acompanha seu blog, creio que não verá muitas novidades, mas apenas uma facilidade maior na sua organização.

O que diferencia a Thais de outras pessoas que falam de organização é que ela não fala de como deixar a nossa casa linda e perfeita como nas revistas que falam sobre organização, mas sim de como tornar realidade os nossos sonhos, como ter foco e como organizar nossa vida de forma a não perdemos tempo com atividades extremamente insignificantes. Esse é o grande diferencial do seu blog e do seu livro e por isso considero-o como um manual para toda a vida.

“Deixe o papel de vítima de lado e assuma a responsabilidade pela sua vida, pois ninguém mais pode fazer isso por você. Organizar-se é uma decisão exclusivamente pessoal” (p. 35).

No livro, ela nos ensina a organizarmos nossa rotina, definir nossas prioridades, nossas áreas de foco, nossos objetivos de longo, médio e curto prazo, perpassa sobre a organização da nossa agenda, do nosso lar e do nosso trabalho, e finaliza com um chamado, com um choque de realidade, nos mostrando que ser organizado não é ter uma casa sempre limpa e arrumada, mas ter rotinas e objetivos que se enquadrem naquilo que realmente queremos para nossa vida e que a organização depende acima de tudo de nós, de termos foco, porque tudo é possível, basta querermos e fazermos acontecer.

“Então, é disso que se trata: começar!” (p. 220).

“Lembre-se: sonho que é organizado vira objetivo” (p. 222).

Bom, importante ressaltar que a Thais utiliza dois métodos de organização: o GTD (Getting Things Done, de David Allen) e o Fly Lady. Já tentei utilizar o GTD, mas sinceramente não gostei. Acho que cada pessoa utiliza o método de organização que melhor lhe atende. Eu gosto muito do método ZTD (Zen To Done), acho ele muito muito mais simples. Mas, enfim, como disse antes, isso é uma escolha pessoal. Falo isso, porque uma das coisas que achei muito interessante no livro da Thais é que em momento nenhum ela nos impõe o método GTD. Na realidade, ela dá inúmeras dicas muito interessantes que podem ser usadas em qualquer método.

Nota: 5/5

Que venham mais outros livros da Thais e mais postagens em seu blog que nos inspire a ser seres humanos melhores, simples e mais organizados!

Muita luz à tod@s!


25/01/2015

"Amor Nos Tempos do Cólera", de Gabriel Garcia Márquez

Já li muito sobre o amor. Aliás, a literatura está recheada de livros que contam as mais diversas histórias de amor, porque esse sempre foi um tema que atraiu muito as pessoas, principalmente nós mulheres. A mim, os romances sempre me interessaram. Por outro lado, não me interessam muitos as pieguices românticas tão comuns nos livros que tem como alcance principalmente o público jovem. O amor não é piegas e não precisa ser para ser amor.

Essa introdução toda é para falar sobre o livro “Amor Nos Tempos do Cólera”, de Gabriel Garcia Márquez. Ganhei esse livro no ano passado e posso falar que foi um dos melhores presentes que ganhei em 2014, porque esse livro é uma jóia rara, uma jóia rara sobre o amor.



Apesar de não ter lido muito seus livros, Gabriel Garcia Márquez (ou Gabo) é um dos meus escritores preferidos. Uma das primeiras coisas que me atraem num escritor é sua escrita. A forma como conduz a história e nos envolve nela é essencial para eu definir – na minha opinião, claro – se esse escritor é bom ou ruim. Sabe aquele tipo de linguagem simples, sem muitos alardes e palavras difíceis, mas que narram uma trama de uma forma bem elaborada e inteligente, com um enredo lógico e natural? Pois é, encontramos isso no Gabriel. Aliás, mais de meio século se passa entre o início e o fim da história e, mesmo assim, o livro não é tedioso. Ao contrário, cada página dá um gostinho de querer ler mais e mais.

Para quem não sabe, Gabo morreu ano passado. Foi uma das grandes perdas literárias que tivemos. Para nossa sorte, o legado que ele deixou foi incrível e será eterno. Gabriel Garcia nasceu em 1927, na Colômbia. Dentre os vários prêmios os quais foi coroado, ganhou o Nobel da Literatura em 1982, pelo conjunto de obras escritas. Faleceu aos 87 anos, na Cidade do México, e deixou para a humanidade uma herança de um pouco mais de trinta obras.

“Amor Nos Tempos do Cólera” começou a ser escrito em 1984 e publicado em 1985, ou seja, logo após Gabriel receber o Nobel. Ele estava no auge. Além disso, é um romance muito especial, porque foi inspirado na história dos pais de Gabo, Gabriel e Luiza. O próprio Gabriel, numa entrevista ao jornal New York Times, três anos após a publicação do romance, afirma que "Foi a época em que fui quase completamente feliz. Gostaria que minha vida tivesse sido como naqueles anos em que escrevi 'O amor nos tempos do cólera’”. E completou: “Todas essas coisas para mim são parte da nostalgia. Nostalgia é uma fonte incrível para inspiração literária, para inspiração poética”.






Sinopse: “Ainda muito jovem, o telegrafista, violinista e poeta Gabriel Elígio Garciá se apaixonou por Luiza Márquez, mas o romance enfrentou a oposição do pai da moça, coronel Nicolas, que tentou impedir o casamento enviando a filha ao interior numa viagem de um ano. Para manter seu amor, Gabriel montou, com a ajuda de amigos telegrafistas, uma rede de comunicação que alcançava Luiza onde ela estivesse. Essa é a história real dos pais de Gabriel García Márquez e foi ponto de partida de "O amor nos tempos do cólera", que acompanha a paixão do telegrafista, violinista e poeta Florentino Ariza por Fermina Daza.”






O livro retrata o amor. Um amor que se revela através de cartas e que ganha proporções irremediáveis na vida de dois jovens, Florentino Ariza e Fermina Daza. Um amor interrompido pelo casamento de Fermina com o médico mais conhecido e cobiçado da cidade, Dr. Juvenal Urbino. O amor que se constrói durante um casamento estável e duradouro, mas também o amor de um homem que espera mais de meio século, de forma paciente, o momento de reconquistar e ter a sua amada de volta. Os amores carnais de Florentino com suas centenas de amantes. O amor que o faz crescer na vida, para que a sua amada o veja em boa condição social. O amor que se reconstrói e que encontra guarida em dois amantes septuagenários, indo de encontro a todo o preconceito de uma sociedade que entende que amar é para os jovens. A redescoberta do amor carnal desses dois amantes, corroídos pelo tempo, mas ainda com a capacidade de amar.

Esse é um livro de quebra de preconceitos. Feito para mostrar que estão enganados(as) aqueles(as) que acham que o amor não resiste ao tempo ou ao primeiro “rabo de saia” e também os(as) que acham que na terceira idade não existe amor (e nem o sexo!).

Florentino é aquele amante apaixonado, romântico, que consegue expressar de uma forma até dramática todo o seu sentimento por Fermina Daza através das cartas. Já esta é um contraponto: fria, comedida, que nunca demonstra seus verdadeiros sentimentos e que consegue com certa frieza até interromper seu romance com Ariza. Juvenal Urbino, por outro lado, é um cara objetivo e que corre atrás daquilo que quer, almeja estabilidade e vê em Fermina Daza a esposa perfeita, não por amá-la, mas por ver nela um porto seguro.

Os livros de Márquez também têm como característica refletir os rumos políticos e sociais da época em que narravam, dessa forma, aqui o escritor mostra como pano de fundo uma sociedade colombiana vítima das tantas guerras, preconceitos e avanços “tecnológicos” no período de 1880 a 1930. Também apresenta uma das calamidades que assolou o país no final do século XIX, que foi o cólera. Aliás, numa época onde a sociedade é assolada por essa doença, Florentino Ariza vive seus momentos de maior paixão, cujos sintomas são tão parecidos com a doença, que um médico vai ao seu encontro e afirma “os sintomas do amor são os mesmos do cólera” (p. 82).

Enfim, um livro que espelha a nobreza daquele que o escreveu. Eu saboreei cada página desse livro, por isso, demorei cerca de um mês para lê-lo por completo. Encantei-me com cada personagem, com cada carta escrita, com cada caso de Florentino, com os conselhos de sua mãe (Trânsito Ariza), com a frieza de Fermina Daza, com os sofrimentos de Florentino Ariza, com os seus muitos poemas escritos, com os avanços e tropeços do casamento de Fermina Daza e Juvenal Urbino, com a morte deste, com o amor que espera, que é paciente e que tudo suporta e com o reencontro de dois amantes.

“Pois tinham vivido juntos o suficiente para perceber que o amor era o amor em qualquer tempo e em qualquer parte, mas tanto mais denso ficava quanto mais perto da morte” (p. 428).

“- E até quando acredita o senhor que podemos continuar neste ir e vir do caralho? – Perguntou. Florentino Ariza tinha a resposta preparada havia cinqüenta anos, sete meses e onze dias com as respectivas noites. – Toda a vida – disse.” (p. 431).

Nota: 5/5

Curiosamente, o livro foi para as telas de cinema em 2007, com direção de Mike Newell. Fermina Daza é interpretada pela atriz Giovanna Mezzogiorno, Florentino Ariza, por Javier Bardem e Juvenal Urbino, por Benjamim Bratt. Surpresa agradável foi ver Fernanda Montenegro interpretar a personagem Trânsito Ariza. Assim como todo filme que se baseia no livro, este foi uma adaptação. Foi difícil conseguir o filme, pois ele está esgotado no fornecedor, tive que locá-lo. Mas o filme, assim como o livro, é muito bom.








"Depois de 54 anos, sete meses e onze dias e noites, meu coração finalmente se realizou. E eu descobri, para a minha alegria, que é a vida e não a morte, que não tem limites"

10/01/2015

Para 2015...

Antes de tudo, desejo a vocês um ano de 2015 maravilhoso! Estou fazendo a minha primeira postagem do ano inspirada tanto pelas reflexões da Rita quanto da Thais Godinho, que são duas blogueiras muito queridas que eu passei a acompanhar quase que diariamente desde o ano passado e que foram muito importantes para que eu criasse um momento de ruptura com várias atitudes e pensamentos que me faziam mal.

Eu sou da opinião de que as coisas acontecem quando elas realmente tem que acontecer, no momento certo. O ano de 2014 foi transformador e muito importante para mim. Claro, todo ano tem sua importância, mas creio que algumas coisas ocorreram no ano que se passou que me fizeram refletir mais sobre mim mesma e me fizeram mudar. Aliás, mudei da água para o vinho. E todo esse processo de mudança continua ocorrendo, mas o pontapé inicial foi dado. Como consequência, tive (e continuo tendo) perdas e ganhos.

O Yoga, sem dúvida, foi essencial para essa mudança. A partir do yoga passei a conhecer e experimentar a meditação - e as consequências positivas para o meu corpo e mente -, depois conheci o budismo, o minimalismo e a frugalidade, a ayurveda… enfim, uma coisa foi levando à outra. E, com tudo isso, também veio a necessidade de ser uma pessoa melhor comigo, com as pessoas que me cercam e com o mundo.


Dessa forma, sou grata a todas as pessoas que passaram e que continuam na minha vida e que me ajudaram, direta ou indiretamente, a me tornar à pessoa que sou hoje. À vocês, toda a gratidão do mundo!

Em 2015, quero que minha vida seja regida por três palavras: CORAGEM, DISCIPLINA e COERÊNCIA. Coragem para que eu possa sair do status quo e batalhar pelos meus sonhos. Disciplina para que eu tenha uma vida mais simples e para que os meus sonhos se tornem realidade. Coerência entre aquilo que eu prego e aquilo que eu sou, principalmente com as pessoas mais próximas à mim.

Sobre o blog. O blog já tem um ano! Confesso que me dediquei pouco a esse espaço ano passado, mas isso ocorreu porque estava num período de “transição”, muita coisa acontecendo na minha vida e eu não estava sabendo administrar tanta “novidade”. Portanto, quero que ele passe nesse ano a refletir um pouco sobre essas mudanças da minha vida. A relação que tenho com livros continuará sendo intensa, apesar de não ter mais uma meta estipulada, como mencionado antes. Dessa forma, espero postar resenhas com mais frequência do que no ano passado, de uma forma mais organizada. Além disso, outros assuntos farão parte dele, como o yoga, ayurveda, meditação, organização, etc… Ou seja, um reflexo da minha vivência e das minhas transformações.

Agradeço imensamente à tua companhia no ano que passou e espero que continuemos juntos neste ano por aqui!

Um 2015 sereno e de muita paz!

Obrigada por tudo! Namâste!

26/12/2014

#Projeto50LivrosEmUmAno

A leitura fez parte (e continua fazendo...) da minha vida em 2014 de forma muito intensa. 

Por ser uma pessoa um tanto introspectiva, sempre gostei de ter momentos comigo mesma na companhia de um bom livro. Sair do meu mundo e embarcar na vida de outra pessoa, em outra época, em outro lugar, conhecer novas histórias, saber de outras opiniões, chorar e rir com outras vidas sempre me encantou e, de certo modo, ajudou a formar um pouco do que eu sou, me transformando numa pessoa mais tolerante com o próximo.

Desde que eu me entendo por gente, não me lembro de um período em que o livro não estivesse presente na minha vida. Mesmo na escola, antes do pegar o hábito pela leitura, sempre haviam os paradidáticos, onde tínhamos que ler, reler, depois trabalhar a leitura novamente... enfim, ler umas 4 vezes, no mínimo, para poder trabalhar a história de acordo com cada matéria na escola. Além disso, na minha casa sempre tivemos muitos livros, de tal forma que todo esse ambiente escolar e familiar me ajudou a ter o (bom) hábito de ler. E sou eternamente grata a tudo isso!



O primeiro livro que li por livre e espontânea vontade foi "Dom Casmurro", de Machado de Assis. Depois, não parei mais. Claro, em alguns momentos li mais que outros, no entanto, o livro sempre foi uma companhia.

No final de 2013 decidi que leria mais. Estava sentido muita falta, a rotina estava a me sufocar e entendia, naquele momento, que ler um pouco mais me faria relaxar. Dessa forma, como já fazia um tempo que não lia, comecei com livros mais leves e, com isso, fui adquirindo um hábito de leitura diário. É sempre assim: se tu não tens hábito de ler e queres adquirir esse hábito, nunca comece com os livros de leitura difícil ou aqueles de 500 páginas... É bem provável que teu hábito já nasça morto. Pegue inicialmente um livro divertido, alegre, fino (pode ser até os "livros da moda" ou "do momento") e aos poucos, tu vais percebendo o quão prazerosa é a leitura e, quando notares, já és um leitor nato. É assim mesmo, a leitura vai tomando aos poucos conta de nossa vida e, quando nos damos conta, ela tornou-se um hábito diário. Foi isso que ocorreu comigo.

No entanto, no meio do ano, conheci através do Instagram o @caiovsk (Caio Cesar) e seu projeto de ler 50 livros em um ano (#projeto50livrosemumano). Fiquei encantada e também aderi à proposta. Mas, para além de mostrar aos outros o quanto eu leio e os livros que leio (aliás, não tem nada a ver com isso), o projeto foi uma meta pessoal de ler mais e também de incentivar outras pessoas a lerem mais. Naquele momento, era algo que eu precisava, uma espécie de incentivo à (minha) leitura. E o Caio foi de uma gentileza imensa por compartilhar um projeto tão maravilhoso, que só tenho a agradecer à ele! 

Pois bem, não só consegui atingir a meta dos cinquenta livros, como a ultrapassei! Li 52 (cinquenta e dois) livros até o momento e estou no meu 53º, no entanto, como não pretendo acabá-lo ainda esse ano, ficarei com a minha marca de 52 livros lidos em 2014 mesmo. Aliás, a minha lista de livros pode ser encontrada nesse link. Poderia ter lido bem mais, porém não o fiz por motivos claros: 1) não estou numa disputa de quem lê mais ou menos; 2) respeitei o ritmo da minha vida, do meu corpo, da minha mente e de cada livro, sendo que algumas leituras foram mais lentas e outras bem rápidas, lidas em um dia; 3) a vida não está apenas na página dos livros, mas também no mundo real... ler livros é muito bom e muito importante, no entanto, uma boa conversa e uma boa companhia são sempre melhores. 

Custei a entender esses três pontos, passei por momentos em que queria porque queria ler muitos e muitos livros de forma rápida, para conseguir atingir minha meta pessoal e isso chegou a me angustiar muito, foi horrível, porque, em alguns momentos até abdiquei um pouco da minha vida em prol disso. Mas, foi um aprendizado importante e necessário pelo qual tive que passar.

Dessa forma, decidi que em 2015 irei continuar lendo (e muito!), mas não irei impor a mim mesma nenhuma meta quantitativa, de um livro por semana ou de tantos livros por mês ou ano. Como já disse acima, a leitura tornou-se para mim um hábito diário, de tal forma que hoje faz parte da minha rotina. Por isso, vou me dar o prazer de ler cada livro como se fosse o último, saboreando cada página e vivendo cada história de forma tranquila e em paz comigo mesma. Não quero dizer que não fiz isso esse ano, porque fiz sim. No entanto, cheguei em um momento de ficar com aquele peso nas costas, com uma certa ansiedade para atingir uma meta, deixando de relaxar em alguns momentos.



Por fim, saibam que eu me sinto imensamente feliz e grata quando uma pessoa me fala que passou a ler um livro incentivada pelo meu hábito de leitura ou por uma resenha que fiz ou por uma foto que postei no Instagram... Isso me motivou em muitos momentos e espero continuar incentivando mais e mais pessoas a lerem no próximo ano.

Porque o livro, além de melhorar o nosso português e trazer estímulos à nossa memória e à imaginação, nos permite as mais diversas sensações, nos transporta, nos faz seres humanos melhores, eleva a nossa autoestima e, acima de tudo, nos faz sermos mais compreensivos com nós, com quem nos rodeia e com o mundo!

Leia mais e seja um ser humano melhor!

Saúde e Paz.

08/12/2014

"Mar De Rosas", de Nora Roberts



Sinopse: Emma Grant é a decoradora da Votos, empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas de infância – Mac, Parker e Laurel. Ela passa os dias cercada de flores, imersa em seu aroma, criando e montando arranjos e buquês. Criada em uma família tradicional e muito unida, Emma cresceu ouvindo a história de amor dos pais. Não é de espantar que tenha se tornado uma romântica inveterada, cultivando um sonho desde menina: dançar no jardim, sob a luz do luar, com seu verdadeiro amor. Os pais de Jack se separaram quando ele era garoto, e isso lhe causou um trauma muito profundo. Ele se tornou um homem bonito e popular entre as mulheres, porém incapaz de assumir um compromisso. Quando Emma e suas três amigas fundaram a Votos, foi Jack, o melhor amigo do irmão de Parker, quem cuidou de toda a reforma para transformar a propriedade no melhor espaço para casamentos do estado. 




"Mar De Rosas" é o segundo livro da coleção Quarteto de Noivas, da escritora americana Nora Roberts. E, particularmente, foi o livro que eu mais gostei da série. De forma muito resumida, podemos descrever o livro como um conto de fadas. Aqui, embarcamos no mundo florido e romântico de Emma Grant, a florista e um das sócias da Empresa Votos.

Como dissemos na resenha anterior, Votos é uma empresa especializada em organização de casamentos, construída por quatro amigas (Mac, Emma, Laurel e Parker) que fizeram dos casamentos de brincadeira na infância suas profissões bem sucedidas.

Emma é a florista da Votos e uma sonhadora. Linda, ao ponto de ter praticamente todos os homens aos seus pés, tem o sonho de encontrar o amor de sua vida e se casar, como num conto de fadas. Também, não é para menos. Seus pais são o puro exemplo do amor e ela os tem como espelho para vida. Aliás, toda a sua família é cercada de muito amor e, crescendo nesse ambiente, ela não poderia desejar menos.

"Para Emmaline, o romance torna as mulheres especiais. Faz com que todas sejam bonitas e transforma os homens em príncipes. Com romance, a vida de uma mulher é tão importante quanto a de uma rainha, porque o seu coração passa a ser precioso."

Ela tem uma queda pelo melhor amigo de Del Brown (irmão de Parker e advogado da Votos), Jack. No entanto, por ser amigo da família "Votos", Emma tem medo de que o romance possa atrapalhar a relação dos dois com o grupo. Por outro lado, Jack percebe-se cada vez mais atraído pela beleza e encanto de Emma e, no entanto, vê-se confuso, uma vez que, devido ao divórcio dos pais, ele é totalmente averso a compromissos.

É uma história linda, romântica sem pieguices e com um fundo picante (estilo Nora Roberts). Os dois formam um lindo casal e é muito bonito ver os dois encontrando o amor um no outro e se entregando a ele, sem medo de que isso possa atrapalhar a relação com o grupo.

Achei lindo também a preocupação de Delanei Brown com as quatro, principalmente com Emma. Depois do turbilhão de problemas que o grupo passou, Del se colocou no lugar de protetor das amigas. Também adorei a Sra. Grady, a governanta da mansão Brown e que não apareceu na primeira história.

Aliás, como dito na primeira resenha, além de relatar o encontro do amor de Emma, o livro traz mais uma vez a força da amizade entre as quatro.

Um romance digno de best-sellers e com muitas flores para alegrar o ambiente! <3

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Nota: 5/5

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Outros livros da série "Quarteto de Noivas":





Livro 01: Álbum de Casamento












Livro 03: Bem-Casados











Livro 04: Felizes Para Sempre

07/12/2014

"Álbum De Casamento", de Nora Roberts

Toda história de amor que se preze tem que ter um final feliz (caso contrário, não é romance e sim drama) e, consequentemente, um casamento. E, apesar da pós modernidade ter alcançado também os relacionamentos e com a chegada da "união estável" e do "morar junto", casar continua em moda para boa parte dos casais.

Nora Roberts fez aquilo que chamamos de "juntar o útil ao agradável", nas suas quatro obras que fazem parte do "Quarteto de Noivas", e criou a Votos, uma Empresa dirigida por quatro amigas que tem como objetivo organizar casamentos e fazer com que esse dia seja o mais perfeito para o casal. De meras brincadeiras de infância, a organização de casamentos fez de Mac, Emma, Laurel e Parker quatro empresárias bem sucedidas e umas das melhores no ramo. Porém, a coleção não retrata apenas a "vida empresária" das quatro amigas, mas também - e, principalmente! - a descoberta do amor de cada uma.

Ler romances tem sido uma novidade para mim, porque antes não era muito fã desse gênero. Esse ano passei a ler alguns romances, sendo que, em grande parte deles, achei a história piegas, o "mesmo de sempre", típicos romances "pão com ovo". No entanto, Nora abriu meus olhos para o gênero. Os quatro livros são maravilhosos!



Sinopse: Quando crianças, as amigas Parker, Emma, Laurel e Mac adoravam fazer casamentos de mentirinha no jardim. E elas pensavam em todos os detalhes. Depois de anos dessa brincadeira, não é de surpreender que tenham fundado a Votos, uma empresa de organização de casamentos bem-sucedida. Mas, apesar de planejar e tornar real o dia perfeito para tantos casais, nenhuma delas teve no amor a mesma sorte que tem nos negócios. Até agora. Com várias capas de revistas de noivas no currículo, a fotógrafa Mac é especialista em captar os momentos de pura felicidade, mesmo que nunca os tenha experimentado em sua vida. Por causa da separação dos pais e de seu difícil relacionamento com eles, Mac não leva muita fé no amor. Por isso não entende o frio na barriga que sente ao reencontrar Carter Maguire, um colega de escola com o qual nunca falara direito. Carter definitivamente não é o seu tipo. Professor de inglês apaixonado pelo que faz, ele cita Shakespeare e usa paletó de tweed. Por causa de uma antiga quedinha por Mac, fica atrapalhado na frente dela, sem saber bem como agir e o que falar. E mesmo assim ela não consegue resistir ao seu charme. Agora Carter está disposto a ganhar o coração de Mac e convencê-la de que ela é capaz de criar suas próprias lembranças felizes.


"Álbum de Casamento" é o primeiro livro da série. Além de nos mostrar como a "Votos" começou, o livro nos apresenta a ruiva Mac Elliot, a talentosa fotógrafa da Votos que consegue, com uma habilidade única, capturar emoções em fotografias. Apesar de todo esse talento, Mackensie não acredita no amor. Ela teve uma infância conturbada, devido à instabilidade no casamento dos pais e, consequentemente, a separação dos mesmos. Se não bastasse, seu pai a abandonou e sua mãe é uma louca que troca de relacionamentos como quem troca de roupa e que vive chantageando a filha para que ela ceda às suas vontades.

Ocorre que o destino faz com que seu caminho se cruzasse com Carter Maguire, um professor de inglês que, quando adolescente, era um nerd apaixonado por Mac. Enfim, uma história com um fundo de pieguice... No entanto, Nora com uma habilidade única, faz com que a história não caia na mesmice de sempre e acabamos ficando apaixonados pela história dos dois. Um o oposto do outro, os dois se completam e estão perdidamente apaixonados. <3


Ser feliz para sempre talvez fosse conversa fiada, mas ela sabia que queria tirar mais fotos de momentos que fossem felizes. Porque, assim, eles permaneceriam para sempre.

Mac é aquela mulher forte (que, no entanto, se mostra frágil quando sua mãe entra em cena..) e prática, que está sempre atenta para capturar o melhor flash. Já Carter é um verdadeiro romântico atrapalhado, aquele cara fofo e certinho e que acaba conquistando a gente com a sua falta de jeito, mas que, quando Linda (mãe de Mac) aparece, é capaz de defender sua amada com unhas e dentes. Um casal perfeito, uma história perfeita!

Importante ressaltar que a Votos é uma Empresa que atua na propriedade dos Brown (Parker e Del) e todas as quatro amigas e sócias moram na propriedade. No entanto, elas transformam aquela linda propriedade nos diversos cenários de conto de fadas dos casais, de acordo com suas escolhas e histórias.

Ainda sim, o livro não discorre apenas sobre o amor entre Mac e Carter, mas também narra a forte amizade entre as quatro amigas e como entre elas há um laço indestrutível. Elas se protegem, aconselham umas às outras, defendem quando é preciso e, principalmente, riem e choram juntas.

Nora não narra os personagens, ela dá vida a eles! O romance é contado em terceira pessoa e temos uma perspectiva de todos os personagens sobre os acontecimentos. É envolvente, do início ao fim!


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Nota: 5/5
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Outros livros da série "Quarteto de Noivas":





Livro 02: Mar de Rosas











Livro 03: Bem-Casados











Livro 04: Felizes Para Sempre

01/11/2014

Sobre nossas expectativas


Um fazendeiro compra um belo cavalo para seu filho. O vizinho, vendo a sorte do garoto em possuir um cavalo tão especial com tão pouca idade, resolve comentar com o fazendeiro sobre o futuro do garoto:
- Vejo que seu filho é um rapaz de sorte na vida, todos o invejam pelo belo cavalo que possui.

O pai do garoto, sabedor do perigo das expectativas e dos desejos na vida, comenta:

- Não sei. Pode ser sorte ou azar.

O vizinho, inconformado com o comentário do fazendeiro, completa:

- Como azar, não existe cavalo mais valioso em toda a redondeza.

Passado alguns meses, apesar do zelo do rapaz para com o cavalo, o animal foge sem deixar rastro. E o vizinho volta a opinar sobre o destino do rapaz.

- É, vejo que seu filho não teve sorte. Perder um cavalo tão caro é muito azar.

O pai do garoto mantém a mesma prudência em relação à vida e comenta:

- Sei não, pode ser sorte ou azar.

O vizinho, sem entender novamente o pensamento do fazendeiro, interpreta que o pai não queria aceitar o azar de seu filho.

Passados alguns dias, um assalto acontece em todas as fazendas da região e são levados os cavalos de todos os fazendeiros. Na busca pelos assaltantes, os fazendeiros da região acabam encontrando somente o cavalo desaparecido do rapaz.

O vizinho volta a conversar com o fazendeiro sobre os últimos acontecimentos:

- Como pode seu filho ter tanta sorte. Após o assalto nós ficamos sem um cavalo e seu filho, que estava certo de não encontrar mais seu cavalo, foi o único a reaver seu animal. Que rapaz de sorte!

Mais uma vez, o pai do rapaz emite sua opinião:

- Sei não, pode ser sorte ou azar.

Após uns meses, o rapaz quebra a bacia ao pular uma cerca com o cavalo e cair no chão. O vizinho, sem conseguir se conter, volta a conversar:

- Coitado do seu filho, foi muito azar o acidente com o cavalo.

Mais uma vez, o fazendeiro expressa a mesma consideração:

- Sei não, pode ser sorte ou azar.

Desta vez, o vizinho se indigna:

- Como pode você achar que seu filho quebrar a bacia pode ter sido uma sorte. Que tipo de pai você é?

Passados alguns meses, enquanto o rapaz ainda estava se recuperando, o exército convoca todos os rapazes para a guerra. O filho do vizinho acaba morrendo na guerra e o filho do fazendeiro ainda está vivo; graças ao tombo de cavalo, não foi convocado para a guerra.

Moral da história: o que é sorte ou azar? São apenas nossas expectativas que geram esses conceitos, que nos fazem sofrer. E o mais interessante é que poderíamos pensar: se tudo sempre der certo, serei uma pessoa de sorte. Contudo, infelizmente, na vida, nunca dará certo, e, caso ocorra algo que consideremos positivo, estaremos nos preparando para o sofrimento futuro, pois o apego irá reger nossas expectativas. Mesmo a interpretação de uma situação como sorte nos leva a sofrer mais à frente.

(Retirado do livro "Em Busca Da Cura")

25/10/2014

Sessão Desapego: Doação de Livros!

Querid@s,

Com o intuito de organizar minha "biblioteca" e tentando conseguir mais espaço na minha casa para os meus novos livros, estou me desfazendo de alguns livros já lidos.

Caso alguém tenha interesse em alguns, favor, me enviar um email (thalita.lindoso@gmail.com) ou sinalizar via Facebook ou Instagram..

Boa parte dos livros que estou doando são de formação política, com exceção de dois. São eles:

1) "A Revolta de Bequimão", de Milson Coutinho
2) "Lua Nova", de Stephenie Meyer
3) "Contos  Fluminenses", de Machado de Assis
4) "O Capital", de Karl Marx (edição condensada)
5) "Teoria da Organização Política - Vol III (escritos de Sun Tzu, Maquiavel, Clausewitz, Trotsky, Giap, Fidel Castro, Carlos Fonseca e Florestan Fernandes)"
6) "Estratégia e Tática", de Marta Harnecker
7) "Elementos para a História do Movimento Operário em Portugal - 1º Volume (1820 - 1929)", de Ramiro da Costa
8) "Reforma ou Revolução?", de Rosa Luxemburgo
9) "As Tarefas Revolucionárias da Juventude", escritos de Lenin, Frei Betto e Fidel
10) "UNE - 1956 a 1957", de Aroldo Mota
11) "Curso de Formação em Política Internacional", da Fundação Perseu Abramo
12) "As Metarmofoses da Consciência de Classe: O PTentre a negação e o consentimento", de Mauro Luis Iasi
13) "História do Socialismo e das Lutas Sociais", de Max Beer

Importante lembrar que não estou fazendo sorteio, o livro é da primeira pessoa que manifestar interesse. Caso, @ interessad@ seja de outro Estado, o mesmo só paga o envio.

Boa leitura e paz a tod@s! 

27/09/2014

"A Seleção", de Kiera Cass

Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

***
Essa trilogia é uma espécie de conto de fadas estilo Cinderela, misturada com a trilogia de Jogos Vorazes. Na realidade, quando comecei a ler o livro, me lembrei muito de Jogos Vorazes porque a história se passa no futuro, num país chamado Illéa, onde é hoje os Estados Unidos da América. Assim como Panem (de Jogos Vorazes), Illéa é dividida em castas que vai de um 1 a 8. Cada casta possui uma função na sociedade, ou seja, desempenha determinado papel para que o país consiga funcionar. Além disso, a casta 8 é a considerada mais pobre (são os "mendigos") e a 1, a mais rica. Não obstante, Illéa é regida por uma monarquia com traços ditatoriais, assim como Jogos Vorazes.

Porém, as semelhanças param por aí. A trilogia de Kiera Kass é um romance narrado em primeira pessoa por America Singer, a nossa protagonista. America pertence á classe 5 - a casta dos artistas - e é dona de uma voz linda que encanta a todos quando canta. Além disso, ela toca violino muito bem. No entanto, por pertencer á casta 5, America e a família Singer não possuem uma condição financeira muito boa (achei isso até certo ponto uma crítica à pouca valorização artística...).

A história se inicia com America apaixonada pelo jovem Jaspen, pertencente a uma casta inferior á dela, a casta 6. Apesar das dificuldades, os dois são apaixonados perdidamente um pelo outro e fazem muitos planos para ficarem juntos no futuro. No entanto, ocorre a Seleção, que é uma competição onde 35 jovens são escolhidas para tentarem conquistar o coração do príncipe de Illéa e casar-se com ele, numa espécie de reality show. America acaba sendo uma das escolhidas e vai para o castelo para participar da competição.

Ao conhecer o príncipe Maxon, percebe que ele não era nada daquilo que ela imaginava e os dois acabam se tornando amigos. A paixão que ainda sente por Aspen e a sua personalidade forte contribuem para a aproximação dos dois. Só que aos poucos, a amizade dos dois se torna algo mais e o coração da nossa protagonista fica completamente dividido.

O livro tem uma linguagem muito simples, própria para o público jovem. No entanto, a história por mais que seja simples é cativante, terminei o livro com um gostinho de "quero mais".

Gostei muito da personalidade de America. Por mais que seja de uma casta baixa, ela não se deixa intimidar pelas outras meninas das castas mais altas e nem deixa de lado as suas raízes.

***

Nota: 4/5
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