16/08/2015

Diário de Leitura #3: Término de "Madame Bovary" e retomada da saga pelo sertão

Olá pessoas! ☺

Estou retomando meu projetinho de escrever um Diário de Leitura aqui no blog. Já escrevi outros dois, que vocês podem acompanhar no marcador "Diário de Leitura".

08 a 12 de agosto:

Bom, na semana retrasada fixei uma meta de finalizar "Madame Bovary", de Gustave Flauber e consegui finalizar o livro na última quarta-feira. Em breve, falarei melhor sobre o livro aqui no blog, mas sinceramente, achei fantástico, apesar do livro não ter entrado nos meus favoritos da vida. Isso porque achei a narrativa um pouco enfadonha em alguns momentos, principalmente na primeira parte do livro. No entanto, no final da segunda e terceira parte os acontecimentos ocorrem num ritmo um pouco (vejam bem, um pouco) mais acelerado. Não sei quem já leu, mas me deu uma pena do Charles Bovary...

13 de agosto:
Grande Sertão: Veredas: pgs. 40 a 50.

- Retomei "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa. Eu tento, tento, mas não tem jeito, não consigo ler vários livros ao mesmo tempo! Hahaha! De forma que estou lendo agora APENAS essa obra prima de Rosa.
- Gente, e essa relação de Riobaldo e Diadorim? Meio complexa, vocês não acham? Transita entre uma relação homoafetiva e uma grande amizade... Vamos acompanhar...
"Relembro Diadorim. Minha mulher que não me ouça. Moço: toda saudade é uma espécie de velhice".
- Identifiquei-me um pouco quando Riobaldo fala que não teve pai. E achei bem mais interessante sua narrativa sobre os homens que mudam de lugar muito facilmente. Por conta das secas, muitos sertanejos mudavam de lugar à procura de água e trabalho. E pelo caminho, constituíam muitas famílias. Isso era uma realidade mesmo do grande sertão. Guimarães Rosa era um sábio social.
- Nesse trecho percebi a presença de Medeiros Vaz e sua tropa de jagunços, os "medeiro-vazes" (p. 45). Também conhecemos um pouquinho do Joca Ramiro.
- Ida para o sul da Bahia... Triste travessia.
"Viver é muito perigoso"

14 de agosto:
Grande Sertão: Veredas: pgs. 51 a 59.

Travessia pelo sertão da Bahia e retorno.
"Fui fogo, depois de ser cinza" (p. 56)
15 de agosto:
Grande Sertão: Veredas: pgs. 60 a 100.

- Foi o dia em que li mais. A leitura está sendo mais fluída, acho que a gente começa a se acostumar com o linguagem do sertanejo. Tenho lido em voz alta e isso facilita demais a compreensão.
- Para os jagunços, a morte é algo corriqueiro, que faz parte da vida. Dessa forma, percebemos na narrativa que não há grande comoção quando alguém morre, uma vez que já é algo do seu cotidiano. Uma coisa tão certa quanto o viver.
"O real não está na saída nem na chegada: ele dispõe pra gente é no meio da travessia" (p. 64)
"Qual o caminho certo da gente? Nem para a frente nem pra trás: só para cima".

- Não quero fazer spoiler, mas alguém inesperado aparece e, enfim, muda o jogo para aquele grupo de jagunços, no qual Riobaldo faz parte.

"Vingar, digo ao senhor: é lamber, frio, o que o outro cozinhou quente demais" (p. 94)


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